A disponibilidade de quase todo o tipo de produtos alimentares durante todo o ano tornou-se um hábito de tal modo enraizado que muitas vezes não aceitamos de bom grado as expressões “já não há mais”, “está esgotado” ou “agora só para o ano”.
No entanto, se pensarmos um pouco, ter morangos no inverno, por exemplo, não fazia sentido até há bem pouco tempo… Porquê?
Ora aqui está a justificação de uma das nossas premissas de produção: colheita após maturação.
"O mistério dos tomates
É um dos produtos que a maioria dos consumidores se queixa: O que acontece com este valioso fruto, fonte de vitaminas e antioxidantes? “O tomate gera uma quantidade significativa de licopeno, um pigmento vegetal vermelho com propriedades antioxidantes, que já não se gera ao ser colhido verd...
O tomate é rico em vitaminas A, B9 (ácido fólico) e C, em ácidos cítrico, málico e tartárico , em flavonóides, em sais minerais (sódio, potássio, cálcio e fósforo) e em oligoelementos (zinco, cobalto, boro, flúor, bromo e iodo).
Mas é principalmente conhecido por ser uma importante fonte de licopeno: trata-se de um carotenóide - pigmentos naturais, de cor vermelha, alaranjada ou amarela, encontrados nas c...
A existência de alimentos associados a uma determinada estação durante todo o ano é muito recente na história da alimentação humana. De facto, os nossos avós não sabiam o que era comer tomate fresco no inverno.
Esta realidade faz parte de uma agricultura tradicional, ao ar livre, desde os tempos mais remotos, e quem a conhece aprecia o verdadeiro sabor dos vegetais sazonais.
"As variedades locais (...) são mais rústicas e desenvolvem-se sem a aplicação de fertilizantes e pesticidas e são menos exigentes em regas.
São por isso de cultivo mais ecológico, e ideais na implementação das boas práticas agrícolas.
A preservação e consumo destas variedades, que são parte integrante do nosso património agrícola, são uma forma de apoio à produção local.