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Poupar consumindo BIO: a carne, o peixe e os alimentos processados.

25 Apr 2016

Conforme prometido, trazemos a partir de hoje algumas dicas e chamadas de atenção, de modo a introduzir o BIO na dieta familiar, sem causar grande impacto nas finanças lá de casa.

 

A dica de hoje: reduzir o consumo de carne, peixe e alimentos processados.

 

"Mas em Portugal já se come muita fruta e verdura", dizem alguns.

Não é bem assim: em baixo deixamos, para maior reflexão sobre este tema, o resumo de um artigo do INE que chega a uma conclusão diferente.

 

E não, não se trata de "obrigar" toda a gente a ser vegetariana...

Trata-se apenas de olhar para o que consumimos hoje em dia e adaptar a nossa dieta a um regime mais saudável.

 

Deixamos o exemplo de um caso real*, que nos foi transmitido numa Oficina de Cozinha Sustentável, e nele

uma família de 4 pessoas conseguiu reduzir a sua média de gastos mensais com a alimentação em quase 50%.

 

* Caso real gentilmente cedido por Alexandra Azevedo.

 

Como se vê no gráfico em cima, uma das alterações que esta família fez foi a introdução do consumo de produtos biológicos.

 

O aumento dos gastos eventualmente causados pelo facto destes produtos serem tendencialmente mais caros foi largamente compensado pela redução do consumo de carne e peixe, de tal modo que, logo nesse ano, reduziram em cerca de 15% os custos com a alimentação.

Mais tarde, outra das contribuições foi a redução de alimentos processados, onde se incluem as bolachas, os iogurtes e os cereais comprados no supermercado.

 

* * *

 

Aqui fica então a menção ao artigo do INE de 30.nov.2010, intitulado “Dieta portuguesa afasta-se das boas práticas nutricionais”. Nele encontra-se esta declaração:

 

"No período decorrido entre 2003 e 2008 acentuaram-se os desequilíbrios da dieta alimentar portuguesa. Excesso de calorias e gorduras saturadas, disponibilidades deficitárias em frutos, hortícolas e leguminosas secas e recurso excessivo aos grupos alimentares de “Carne, pescado, ovos” e de “Óleos e gorduras” caracterizaram a alimentação em Portugal, nesse período."


Gráfico ilustrativo dos desequilíbrios alimentares em Portugal entre 2003 e 2008 (Dados INE):

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