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O Tomate - cultivo

27 Jun 2016

Os nossos tomateiros já têm flor! Mas o fruto vai demorar ainda um tempinho.

 

Porque demora tanto?!

Porque queremos que seja proveniente de cultivo ao ar livre de variedades regionais.

 

CULTIVO DO TOMATE

 

Tudo começa onde tudo começa: na semente.

 

A semente do tomate é, em geral, abundante em cada fruto. Tem uma forma de rim ou de pêra, é peluda e de cor castanha clara e mede entre 3 e 5 mm de comprimento e entre 2 e 4 mm de largura. 1000 sementes têm, aproximadamente, entre 2,5 a 3,5 g de peso. São semeadas em viveiro.

A plântula, que nasce entre 7 a 10 dias, necessita de pelo menos  7 semanas após a sementeira para ser transplantada para o local definitivo.

 

O transplante deve ser feito para um solo bem adubado (há tomateiros a nascer espontaneamente em compostagens) e em parcela solarenga (não é por acaso que o tomateiro é da família das solanáceas).

 

E depois, é só esperar?

Não... Há muito trabalhinho a fazer. Algumas das coisas mais importantes:

 

  • Empalhar o solo - Logo após o transplante (ao ar livre), e atendendo às boas práticas de Agricultura Biológica, temos por hábito espalhar uma boa camada de palha em redor das plantas, para proteger do sol excessivo, aumentando a capacidade de retenção das águas da rega e minimizando a evaporação, e facilitando ainda a monda (a quantidade de ervas infestantes é menor a arranca-las torna-se também mais fácil).

  • Cortar as flores precoces - Se as jovens plantas gostarem do novo local, e se o tempo correr quente, podem começar logo a dar flores… isto vai retirar desviar a sua energia, pelo que convém cortar as flores enquanto a plantinha não chega ao nosso joelho.

  • Conduzir o crescimento - As variedades regionais que cultivamos são de “crescimento indeterminado”, ou seja, crescem em altura de um modo bastante irregular. Assim, para que elas cresçam saudáveis, precisamos de as tutorar ou “empar”: com uma estrutura em canas ou com estacas, é preciso garantir que o seu crescimento é amparado, para que as plantas não sejam quebradas pelo vento e aguentem o peso dos frutos.

  • Podar os "ladrões" - O crescimento destas variedades tem ainda outra particularidade: cria muitos “ramos ladrões”, que nascem lateralmente e vão “desviando” a força da planta para uma folhagem excessiva. Assim, é preciso podar as plantas à medida que vão crescendo em altura: a sua energia fica mais direcionada para fortalecer o caule principal, a planta fica mais arejada e com mais sol por dentro (ajuda a prevenir o aparecimento de doenças) e os seus frutos serão maiores.

  • Fortalecer as plantas - com os pedaços de planta podados ("ladrões" e ramos e folhas em excesso), desde que saudáveis, faz-se uma calda com água para regar de vez em quando - serve de adubo, fortalecendo a saúde da planta, e ajuda a afastar doenças.

 

Há que ter em atenção que estas etapas só correm bem se a temperatura for adequada: a germinação não ocorre abaixo dos 11ºC, as plântulas necessitam de um mínimo de 18ºC para se desenvolverem e o valor ótimo para a maioria das variedades crescer situa-se entre 21ºC e 24 °C. As plantas podem sobreviver a certa amplitude de temperatura, mas abaixo de 10 °C e acima de 38 °C há danos nos tecidos e, consequentemente, na cultura.

 

Com tudo isto, e dependendo das variedades, o tomateiro demora entre 60 a 90 dias a dar tomate maduro…

 

Mas vale a pena esperar!

E depois a época de produção/colheita pode durar até mais de 3 meses :) 

 

Venham eles!

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