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Pimento Padrón, "uns pican e outros non"

11 Jan 2016

O picante é uma das características mais marcantes dos pimentos Padrón, um dos grandes clássicos da cozinha espanhola. Mas a verdade é que embora sejam todos da mesma cor e da mesma forma, como diz o ditado galego: "uns picam e outros não". Daí o jogo (ou medo) que existe na altura de os comer: é como jogar "roleta russa picante”. A que se deve esta aleatoriedade? Qual é a história por trás deste produto?

 

Os primeiros pimentos desta variedade foram trazidos do México no século XVII por um grupo de monges franciscanos, que começaram a cultivar na aldeia de Herbón, no município de Padrón (Coruña). Mas o que determina que uns piquem e outros não? A resposta é capsaicina, um composto produzido pelo próprio pimento como uma defesa contra insetos e animais.

 

A questão é que esta substância não existe em todos os pimentos na mesma proporção. As horas de sol, o tipo de solo, os métodos de irrigação, entre outros fatores, podem determinar o desenvolvimento da planta e, por conseguinte, a sua subsequente quantidade de picante.

Aproximadamente 10% dos pimentos Padrón produzidos são picantes, mas esta regra não é sempre verdadeira. Não há truques para descobrir qual o pimento que poderá “queimar” a boca por alguns segundos. Mas isto é precisamente o que atrai no ritual da prova destes frutos (e que vai mantendo o dito popular). *

 

Os nossos lotes de 2015 de "Pimento picante" são todos de pimento padrón.

Atreva-se a experimentar!

 

NOTA: é sabido que o picante se concentra mais nas sementes - se não as usar com o fruto, aproveite-as para fazer um azeite aromático ou para temperar pratos no forno.

 

 * Adaptado de: Cadena Ser

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